terça-feira, 29 de setembro de 2009

Os honorários e a relação advogado-cliente

Estou na advocacia desde que me formei, em 1996. E nada mais correta do que o gráfico abaixo para descrever a relação que você tem com seu cliente. Principalmente se ele for seu chefe... daí, danou-se.

Quem nunca brigou com seu cliente, atire o primeiro Vade Mecum que encontrar na minha testa.



Qual caminho a seguir?

Escolhi fazer Direito aos 14 anos de idade. Ô idade crucial esta minha...

Minha irmã estava se formando em Medicina e eu estava em uma dúvida cruel: cheguei ao 2º Grau (hoje, Ensino Médio) sem saber o que fazer da vida. Meus pais nunca me pressionaram a respeito de profissão, sempre nos deram (uma certa) liberdade para escolher a carreira a ser seguida. De uma coisa eu tinha certeza: jamais iria seguir a Engenharia (meu pai é Engenheiro Eletro-Mecânico). Nunca me dei bem com números e fórmulas... Porém, sou "especialista" em fazer as liquidações de sentença*.

*Liquidação de sentença: é calcular quanto seu cliente vai ganhar e quanto você vai receber de honorários.

Pois bem. O que ser quando crescer? De Jornalismo a Veterinária, foi um pulo. Enfermagem também entrou na lista, até Medicina! Letras era uma excelente opção para mim, mas ser professora? Hum, bem que eu queria fazer magistério, mas o salário me desanimou muito... Então... sobrou  o Direito: esta profissão reunia redação, duelo verbal, possibilidade de ter vida estável (cof, cof, cof para que lida diretamente com a advocacia, como eu), poderia ensinar... É, gostei. Especialmente quando vi minha irmã entrando de beca com o cinto verde no Mineirinho... Qual era a cor para o Direito? Vermelho. Vi-me de beca e toga.

Quem diria... Passados quase os mesmos anos que levei para escolher (aos 14, gzuiz!) minha profissão, ainda não me sinto completamente realizada. Tenho muitas histórias interessantes para contar, de coisas que aprendi e quebrei a cara, enfim... Só sei que a satisfação é enorme quando você consegue reverter situações complicadas, concilia ânimos, realiza o que determina a Lei.

Uma coisa é certa: Lei não é Justiça. Enquanto que Lei é só uma reunião de normas feitas por homens que acreditam ter bom senso ou que têm um certo interesse escuso por detrás delas, a Justiça é uma senhora simpática que carrega uma espada e uma balança em suas mãos e tem os olhos vendados. Ela tenta matar o leão de cada dia, fazer a pesagem da carne e, ainda, fazer o bem sem olhar para quem.

Mesmo assim, Direito é útil e necessário. Advogado (ô raça!) é um mal necessário também. Um dia vou ser Ministra do STF.

A razão do blog

Ultimamente me deu uma vontade de colocar todas as notícias interessantes que eu leio em um blog ou em outra ferramenta. Escolhi o blog.

Espero que goste e, se quiser, pode me enviar as quentinhas esdrúxulas, arrepiantes e legais.

Porque Direito é se come pelas bordas.

Elaine

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